Os irmãos Ariel, Onil e Pedro Castro, foram presos acusados de sequestrarem três meninas em Cleveland, nos Estados Unidos - Divulgação
Amanda Berry e Gina DeJesus desaparecidas a cerca de 10 anos, foram encontradas nesta terça-feira (7) em Cleveland, nos Estados Unidos - Divulgação
Enquanto as famílias das três mulheres que passaram 10 anos sequestradas em Cleveland (EUA) comemoravam o seu resgate na terça-feira, começaram a surgir perguntas sobre por que a polícia foi chamada à casa ao menos duas vezes nos últimos anos e nunca entrou lá.As mulheres - Amanda Berry, Gina DeJesus e Michelle Knight – desapareceram separadamente há uma década e foram descobertas em uma casa de oito quartos em um bairro de latinos da cidade. Elas foram descobertas quando Amanda Berry pediu ajuda a um vizinho, Charles Ramsey, que a ajudou a sair, ligou para a polícia e virou um herói nacional. A casa pertencia a Ariel Castro, de 52 anos, um ex-motorista de ônibus escolar que foi preso junto a seus dois irmãos, Pedro Castro, de 54 anos, e Onil Castro, 50.Depois que a história tomou grandes proporções no país, como um dos raros casos de sequestro com finais extraordinários, os vizinhos começaram a relatar fatos sobre Castro. Eles contaram que, há vários anos, uma mulher nua foi vista rastejando pelo jardim e que, em 2011, eles ouviram uma surra. A polícia compareceu aos chamados nas duas vezes, mas nunca chegou a entrar na casa. Além disso, investigadores foram ao local em janeiro de 2004, quando duas das garotas reféns desapareceram, já que Ariel Castro era motorista de ônibus escolares.“Eles bateram na porta, mas não conseguiram fazer qualquer contato com quem estava dentro da casa”, disse o prefeito de Cleveland, Frank G. Jackson. “Eles não tinham indicações de que algum dos vizinhos ou testemunhas tinham alguma informação sobre o que aconteceu lá”.Segundo a agência de notícias Reuters, Castro nasceu em Porto Rico e tocava baixo em bandas de música latina da região. Os vizinhos contaram que, às vezes, ele estacionava o seu ônibus escolar na frente da casa na hora do almoço e levava várias sacolas de comida “fast food” para dentro. Em 2005, Castro foi acusado de atacar sua ex-mulher, Grimilda Figueroa, que teve costelas quebradas e os dois ombros deslocados. As informações são do jornal The Washington Post.
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