sábado, 25 de maio de 2013

Menino de dois anos é curado de paralisia cerebral com células-tronco

Hoje, o jovem continua seu tratamento na unidade hospitalar. A expectativa é de novos progressos em seu tratamento.
Hoje, o jovem continua seu tratamento na unidade hospitalar. A expectativa é de novos progressos em seu tratamento.
Médicos alemães divulgaram, nesta semana, que curaram uma criança de 2 anos que sofria de paralisia cerebral. O tratamento, feito com células-tronco do próprio paciente, foi realizado por especialistas do Hospital Universitário de Bochum, na Alemanha. O caso é o primeiro no mundo. As informações foram divulgadas em nota do hospital.
O menino, identificado apenas como L.B., teve uma parada cardíaca em novembro de 2008. Como sequela, ele sofreu graves danos cerebrais que o levaram a estado vegetativo. Os médicos alertaram os pais que as chances de sobrevivência do menino eram mínimas.
Os especialistas, então, começaram a pesquisar quais opções poderiam ser aplicadas para recuperar a criança. Mas descobriram que não havia nenhum tratamento conhecido para paralisia cerebral infantil.
"Em uma situação desesperada, os pais também pesquisaram na literatura terapias alternativas", disse o Dr. Arne Jensen, da Clínica de Ginecologia do Bochum, que realizou o novo tratamento. "Eles nos procuraram e perguntaram sobre as possibilidades de utilização do sangue do cordão umbilical do filho, congelado após o nascimento”.
O menino, identificado apenas como L.B., sofreu uma parada cardíaca em novembro de 2008. Como sequela, ele sofreu graves danos cerebrais que o levaram ao estado vegetativo
O menino, identificado apenas como L.B., sofreu uma parada cardíaca em novembro de 2008. Como sequela, ele sofreu graves danos cerebrais que o levaram ao estado vegetativo
Nove semanas após o dano cerebral, em 27 de janeiro de 2009, os médicos começaram a administrar as células-tronco por via intravenosa. O progresso foi, então, sendo registrado. Meses após o dano cerebral grave, as crianças sobreviventes normalmente só apresentam sinais mínimos de consciência.
"O prognóstico para o pequeno paciente estava ameaçado, até impossível" os médicos do hospital afirmaram. Mas apenas dois meses após o tratamento, os sintomas melhoraram significativamente. A criança aprendeu a falar frases simples e começou a se mover. Cerca de 40 meses após o tratamento, a criança era capaz de comer sozinho, andar com ajuda e formar frases curtas.
Cerca de 40 meses após o tratamento, a criança era capaz de comer de forma independente, andar com ajuda e formar frases curtas
Cerca de 40 meses após o tratamento, a criança era capaz de comer de forma independente, andar com ajuda e formar frases curtas
"Nossos resultados, juntamente com os de um estudo coreano, dissipam as dúvidas de longa data sobre a eficácia do novo tratamento", disse Dr. Arne Jensen da Clínica de Ginecologia do hospital.
Hoje, o menino continua o tratamento na unidade hospitalar. A expectativa é de novos progressos em breve. Dr. Jensen relatou o caso de sucesso na revista médica Transplantation.
Pesquisa
Estudos com animais revelam que as células estaminais (tronco) têm a capacidade de migrar para o tecido cerebral danificado.
Num estudo anterior com ratos, os especialistas revelaram que as células de sangue do cordão umbilical migram para a área danificada do cérebro em grandes números, 24 horas após a administração.
Em março de 2013, em um estudo controlado de 100 crianças, os médicos coreanos relataram pela primeira vez que tinham tratado com sucesso paralisia cerebral de um paciente com células-tronco de um doador.

Pedreiro é morto ao cobrar dívida do vizinho no Morro da Providência.

Marcelo da Conceição de Souza foi morto a facada próximo à UPP do Morro da Providência
Marcelo da Conceição de Souza foi morto a facada próximo à UPP do Morro da Providência
A cobrança de uma dívida teria motivado o assassinato do pedreiro Marcelo Conceição de Souza, de 47 anos, morto a facadas a poucos metros da Unidade Policiamento Pacificadora (UPP) do Morro da Providência na noite de sexta-feira.
De acordo com a filha da vítima, Monique Oliveira de Souza, de 21 anos, Marcelo discutiu com um vizinhosobre uma dívida referente a uma pequena obra que teria feito. Após presenciar a discussão entre os dois, o filho do vizinho esfaqueou Marcelo, que tentou correr atrás do agressor, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no meio da rua.
Parentes choram a morte do pedreiro Marcelo da Conceição
Parentes choram a morte do pedreiro Marcelo da Conceição 
- Eles nunca discutiram antes. Meu pai nunca foi de se meter em confusão com ninguém. Está todo mundo chocado. Ninguém esperava, ainda mais ser morto por alguém da própria comunidade – afirma Monique.
Marcelo era casado e tinha quatro filhos, sendo uma menina de 7 anos a mais nova. Ainda abalada, Monique está revoltada com a negligência da UPP, inaugurada na comunidade em 2010.
- Sinceramente, está milhões de vezes pior com a UPP. A comunidade passou a ter mais estupros, roubo. Teve um assassinato em frente, daqui a pouco vai ser lá dentro. Ninguém faz nada. Depois que os jornais foram embora, não ficou ninguém lá na UPP.
O pedreiro será enterrado amanhã, às 16h, no cemitério do Caju.

Suspeito do crime
Um homem que teria brigado com o pedreiro chegou a ser encaminhado para Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Centro com algumas escoriações, mas foi liberado.
No fim da manhã deste sábado, a Coordenadoria de Polícia Pacificadora divulgou uma nota informando que o suspeito teria sido preso e confessado o crime. Horas depois, a assessoria retificou a informação, esclarecendo o ocorrido: "Os policiais da UPP Providência receberam a informação de que o suspeito tinha dado entrada na UPA do Centro com um corte na mão. Quando os policiais da UPP estiveram no local não encontraram o suspeito e apenas confirmaram que ele tinha estado na UPA, onde recebeu atendimento médico e foi liberado. O policial responsável por ter fornecido a informação equivocada será esponsabilizado pelo ato".