Evandro também responde por tentar matar o filho em São Paulo
A versão é rebatida pela defesa do pagodeiro, representada pelo advogado Ademar Gomes, que garante que o seu cliente - considerado foragido há cinco anos e com foto divulgada no site da Divisão de Vigilância e Capturas da Polícia Civil - estará presente no plenário para se defender. Dois anos após o crime, durante o período eleitoral em uma manobra para evitar sua prisão , Evandro foi apresentado pelo defensor para uma entrevista coletiva. Com uma peruca, falso cavanhaque e óculos escuros, o cantor alegou sua inocência.
Aos jornalistas, o músico citou ainda que o casal voltou de um shopping, no dia do crime, e foram para o apartamento. Lucas foi colocado no quarto. Quando o casal tomava vinho, Andréia teria questionado Evandro sobre outro filho, recém-nascido, que ele teria com outra mulher. Os dois começaram a brigar e ela, segundo o acusado, cortou a mangueira de gás com uma faca. Ele disse que a teria desarmado e quando virou viu que ela tinha se jogado.
Câmeras de segurança
Após a queda, Evandro disse que desceu as escadas do prédio e encontrou os vizinhos e bombeiros, que já se aglomeravam na região da calçada. Ele explicou que, ao perceber que o filho havia caído na marquise e estava bem, decidiu fugir por medo de ser linchado por populares. Em entrevista à TV Record veiculada no último sábado, o réu disse que saiu do edifício “desesperado e com medo”. E citou que fugiu para uma cidade do Nordeste e lá permaneceu até o júri ser marcado.
No entanto, as imagens de uma câmera de vigilância do comércio ao lado do prédio acabaram desmentindo a versão de Evandro e se tornaram a principal prova do Ministério Público, que será representado neste júri pelo promotor Rodrigo Merli Antunes. Ele atuou no caso Mércia Nakashima , em março deste ano. Para a promotoria, Evandro agrediu fisicamente a ex-mulher e anunciou que mataria Andréia e o filho. À época, o MP chegou a pedir à Justiça uma pena de 30 anos de prisão por homicídio qualificado.
Histórico de violência
Na época do crime, a família de Andréia chegou a divulgar que a vítima já havia registrado dois boletins de ocorrência contra o pagodeiro; um na Delegacia da Mulher, por agressão e injúria, e outro, no próprio 2º DP, por ameaça.
Um dos momentos mais esperados do julgamento é o possível depoimento do menino Lucas, hoje com 11 anos. Ele poderá relatar como foi a briga do casal e se o pai costumava ser violento com a mãe, como defende a família da vítima. Ainda não há confirmação se Lucas será convocado para dar esclarecimentos.
Em 2008, ainda com seis anos, ele chegou a ser ouvido pelos investigadores após sua recuperação. Por meio de um desenho, à polícia, o garoto desenhou um homem segurando uma faca em frente à mulher. Segundo Evandro, a gravura representaria o momento em que ele desarmou Andréia.
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