“Pela leitura da decisão atacada, observa-se que a mesma se mostra, à saciedade, fundamentada na garantia da ordem pública e da instrução criminal, com o apontamento de elementos concretos colhidos dos autos a embasarem a necessidade da custódia cautelar”, afirma a decisão.
O promotor Rogério Lima, da 8ª Promotoria de Investigação penal do Ministério Público, disse na manhã desta quinta-feira que o pastor Marcos Pereira foi denunciado por dois estupros com uso de força física e atentado violento ao pudor. Segundo o promotor, no entanto, o pastor não responderá criminalmente por três das seis acusações de estupros. De acordo com o promotor, os casos relatados à polícia pelas vítimas aconteceram antes da mudança na Lei 12.015 de 2009. A legislação anterior, segundo ele, fixava prazo de até seis meses para que a vítima denunciasse o crime de estupro, o que não aconteceu. Por este motivo, o Ministério Público do Rio (MP-RJ) não poderá oferecer denúncia contra o pastor por esses três casos.
De acordo com o promotor, há outros quatro inquéritos de mais quatro vítimas que denunciam abusos praticados por Marcos Pereira. No depoimento, as vítimas relatam que ele, violentamente, jogava as mulheres na cama e rasgava a roupa delas para praticar sexo. As vítimas relatam ainda que o pastor dizia que não queria se contaminar com mulheres que não fossem da igreja porque se considerava um homem de Deus. Na denúncia, o Ministério Público classifica o pastor como estuprador em série.
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